Hantavirose volta a ser investigada após 7 anos sem casos em Mato Grosso do Sul

Hantavirose volta a ser investigada após 7 anos sem casos em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados de hantavirose desde 2019, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Apesar disso, um caso suspeito da doença está sendo investigado em Campo Grande.

De acordo com a SES, o paciente procurou atendimento com suspeita inicial de leptospirose. No entanto, por apresentar sintomas semelhantes, também foram solicitados exames para hantavirose. O resultado definitivo deve sair em até 60 dias.

A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. As regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste concentram a maior parte dos casos no país.

Entre 2015 e 2026, Mato Grosso do Sul notificou 107 casos suspeitos da doença, mas apenas sete foram confirmados. Os registros ocorreram em Campo Grande e Corumbá, sendo o último caso confirmado em 2019.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, o Estado possui protocolos alinhados ao Ministério da Saúde para monitoramento, prevenção e resposta rápida em casos suspeitos.

Os principais sintomas da hantavirose incluem febre, dores musculares, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia e cansaço intenso. Em casos graves, a doença pode evoluir para comprometimento pulmonar e cardiovascular, aumentando o risco de morte.