Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende não assinam CPMI do Banco Master
Dois deputados federais de Mato Grosso do Sul ficaram fora da lista de apoio à CPMI do Banco Master. Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União Brasil) não figuram entre os signatários do requerimento articulado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
A comissão mista, formada por deputados e senadores, pretende investigar suspeitas de fraudes e irregularidades envolvendo o banco e Daniel Vorcaro. Jordy protocolou o pedido em 3 de fevereiro de 2026, com 280 assinaturas, acima do mínimo exigido de 171 deputados e 27 senadores.
Na CPI do INSS, os dois também não estavam entre os signatários iniciais da CPI, mas depois pediram para aderir. Geraldo solicitou a inclusão do nome em 7 de maio de 2025. Dagoberto tomou a mesma iniciativa seis dias mais tarde, em 13 de maio.
Em dezembro de 2025, quando o pedido do Master ainda recebia adesões, Geraldo repetiu o argumento usado na época do INSS e disse não ter sido procurado pelos autores. “Assinarei qualquer pedido de CPI, desde que chamado a fazer. Não fui procurado. Não vou ser instrumento para os radicais de oposição ao Governo nem acobertar irregulares que podem ter acontecido”, declarou. Dagoberto afirmou, na mesma ocasião, que aguardava mais informações e não descartou aderir.
A instalação da CPMI depende da leitura do requerimento em sessão do Congresso, ato que cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em maio deste ano, ele se recusou a fazer a leitura e alegou que o momento dessa etapa é decisão discricionária da presidência.

